Obesidade tem nova opção para tratamento

A  prevalência de obesidade vem aumentando com o passar dos anos. Mais da metade da população brasileira está com excesso de peso. Desde a proibição da comercialização dos medicamentos anorexígenos derivados de anfetaminas há alguns anos, o leque de opções para o tratamento medicamentoso da obesidade ficou bastante restrito.

Mas  agora temos uma nova opção de tratamento medicamentoso. O Saxenda® é um medicamento injetável que ajuda a diminuir o apetite e a controlar o peso corporal, podendo emagrecer até 10% do peso total, quando associado a uma dieta saudável e prática de exercício físico regular. O princípio ativo deste remédio é o Liraglutide, já utilizado para o tratamento do diabetes e agora aprovado para tratamento da obesidade porque se mostrou eficaz para reduzir o apetite e aumentar a saciedade.

Para quem está indicado

O Saxenda® está indicado para o tratamento de obesidade em adultos com IMC superior a 30 kg/m2 ou em pacientes adultos com IMC superior a 27 kg/m2 com doenças associadas, como hipertensão arterial, diabetes tipo 2, dislipidemia ou colesterol alto.

Como usar

Para usar o Saxenda® deve-se sempre seguir as orientações do médico, no entanto, o modo de uso deste medicamento consiste numa injeção subcutânea diária do produto.

Quais os efeitos indesejados

Os efeitos colaterais mais comuns do Saxenda® incluem náuseas, diarreia, prisão de ventre, vômito e dor de cabeça. Porém, a maior parte destes efeitos são transitórios e desaparecem após as primeiras utilizações do medicamento.

Quem não pode usar

O Saxenda® está contraindicado para pacientes com historial familiar de carcinoma medular da tireoide ou em pacientes com síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2. Além disso,  também não deve ser utilizado por quem toma outros remédios agonistas do receptor de GLP-1, como o Victoza.

Doutora em Endocrinologia – USP/SP
Residência Médica em Endocrinologia – Hospital Brigadeiro/SP

Medidor de glicose sem picada no dedo

Os medidores de glicose atual exigem que os pacientes realizem uma picada no dedo toda vez que precisam checar a sua glicose.  O desconforto provocado pelas picadas no dedo, necessário para realizar o  automonitormento do diabetes, é uma queixa frequente. Muitos pacientes deixam de realizar o  controle adequado da doença, através de  um número escasso de medidas, outros sequer possuem medidor de glicose, para evitar tal sofrimento.

Nos próximos meses será lançado um medidor de glicose que utiliza um pequeno sensor na parte posterior do braço, o qual mede de forma contínua a glicose durante o dia e à noite.
A leitura da glicose é feita por scan. A cada scan, o aparelho mostra um gráfico com o passado, presente e futuro da glicose, e indicando por meio de uma seta a tendência da glicemia.
O sensor é trocado a cada 14 dias.

Este medidor de glicose será muito útil especialmente para os diabéticos tipo 1, usuários de insulina, que precisam realizar uma média de 06 glicemias capilares por dia. Também para os praticantes de atividades físicas, pois permitirá o rápido e fácil acesso à glicemia no momento do exercício, permitindo o correto ajuste dos carbohidratos a serem ingeridos e, desta forma, prevenindo hipoglicemias.

Alguns estudos tem mostrado melhor controle do diabetes, com redução da hemoglobina glicada , com a utilização do novo medidor. Isto se deve ao fato do paciente checar mais frequentemente a sua glicemia, permitindo ajustes mais finos na aplicação de insulina, bem como melhor percepção do efeito da alimentação sobre as suas glicemias.

O sensor de glicose registra as últimas oito horas de glicemias, através da leitura por um chip instalado abaixo da pele. O paciente, ao baixar os resultados para o computador, obterá um gráfico com a glicemia daquele período. Se ele realizar uma leitura ( scan) a cada 08 horas, ele terá um gráfico do comportamento da glicemia nas vinte e quatro horas.

Aos interessados, está disponível no site www.freestylelibre.com.br outras informações sobre o produto.

Especialista em Endocrinologia e Metabologia
Conselheiro do Conselho Regional de Medicina
Presidente da Câmara Técnica de Endocrinologia do CRM
Membro da Câmara Técnica de Registro de Especialistas do CRM
Médico Concursado da Secretaria de Estado de Saúde atuando na função de Regulador e Teleconsultor

Celulite: mitos e verdades

A celulite é uma desordem frequente, acomete mais de 90% das mulheres na idade fértil. Embora tão comum, ainda é cercada por muitas dúvidas para a maior parte das pessoas.

Ela é classificada em quatro graus, relacionada com a gravidade da apresentação clínica. Embora ainda não haja um tratamento definitivo para esse problema, as alternativas terapêuticas estão cada vez maiores, e com resultados bastante satisfatórios.
Uma das maneiras de evitar que esse problema piore é manter uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras, pobre em sal, gorduras e açucares. A prática frequente de atividades físicas aeróbicas também está associada com uma melhora no aspecto geral da celulite, pois estimula a circulação sanguínea.
Cremes podem ser utilizados como coadjuvantes no tratamento, tanto utilizados em casa, como associados a realização da drenagem linfática. É importante lembrar que nenhum tratamento isoladamente irá curar a celulite, e essa promessa é sempre FALSA.
Para um tratamento adequado procure o seu dermatologista associado a Sociedade Brasileira de Dermatologia(SBD). Ele é o profissional apto a avaliar e tratar cada paciente, com as reais expectativas e com as mais variadas tecnologias disponíveis atualmente.

Mitos e verdades sobre a celulite

VERDADE: A celulite é uma doença multifatorial.

Diversos fatores contribuem para o surgimento e agravamento da celulite, como fatores hormonais, genéticos, raciais, vasculares e fatores externos (sedentarismo, dieta desequilibrada).

MITO: Apenas pessoas acima do peso ideal apresentam celulite.

Todas as pessoas, incluindo as muito magras, podem apresentar celulite.

VERDADE: A drenagem linfática auxilia no tratamento da celulite.

Um dos principais causadores e agravadores da celulite é a retenção hídrica. Dessa forma, a drenagem linfática (que é uma massagem delicada que estimula a eliminação dos líquidos acumulados) é um excelente método coadjuvante no tratamento. Lembre-se sempre que deve ser realizada por um profissional habilitado.

MITO: Lipoaspiração é um dos tratamentos para celulite.

Essa é uma técnica para o tratamento da gordura localizada, que pode estar associada ao quadro, mas não é a sua causa.

VERDADE: Quem tem tendência a apresentar vasinhos e varizes pode ter mais celulite.

Esse é mais um dos sinais de comprometimento circulatório, associado a celulite.

MITO: Não existe tratamento eficiente para a celulite.

Há diversos tratamentos que podem melhorar o aspecto desta desordem, embora não exista um tratamento definitivo. Procure em dermatologista credenciado a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), e inicie seu tratamento.

VERDADE: bebidas com gás podem piorar a celulite.

Os refrigerantes normais contem alto teor calórico e de açúcar, que agravam a celulite. Por outro lado os refrigerantes dietéticos contem altas taxas de sódio, que favorece a retenção de líquidos, também piorando o problema. Opte sempre pela água, que na versão gaseificada NÃO piora os indesejáveis furinhos.