Pâncreas artificial aprovado pelo FDA

O FDA acabou de aprovar o primeiro pâncreas artificial, que consiste de uma bomba de insulina de alça fechada híbrida, a qual automaticamente  monitora a glicose no sangue e administra a dose de insulina necessária. Está aprovada para pacientes a partir de 14 anos de idade com diabetes mellitus tipo 1.

Devido ao fato que o dispositivo corrige tanto as glicemias baixas, quanto as elevadas ( os atuais corrigem apenas a hipoglicemia), está sendo chamada de primeiro pâncreas artificial. Entretanto, como os pacientes ainda precisam colocar a quantidade de   carbohidratos ingeridos antes das refeições e requisitar ao dispositivo para fornecer a dose de insulina bolus ( da refeição), na verdade é um sistema híbrido ao invés de um completo sistema de alça fechada.

O sistema compreende um monitor continuo de glicose ligado ao tecido subcutâneo, o qual  verifica os níveis de glicose a cada 05 minutos. Uma bomba de insulina  lê a glicose e libera a insulina de acordo com os valores. Antes das refeições, o paciente digita a quantidade aproximada de carbohidratos que ingeriu e o sistema calcula a dose de insulina a ser liberada.

No estudo realizado com o dispositivo, não ocorreram eventos adversos sérios, tais como cetoacidose diabética e  hipoglicemia severa.

A fabricante  (Medtronic) está atualmente realizando estudos clínicos para avaliar a segurança e efetividade do dispositivo em crianças entre 7 a 13 anos de idade com diabetes tipo 1.

Este é um grande avanço na direção da cura do diabetes tipo 1. A expectativa é que este dispositivo deverá facilitar bastante o controle da doença, contribuindo para que o paciente atinja as metas de glicemia e hemoglobina glicada ( inferior a 7%), e diminuindo consideravelmente o risco de complicações crônicas.

O dispositivo chama-se sistema MiniMed 670G , e com este lançamento, estamos a um passo do sistema de alça fechada completo, que libera automaticamente a insulina de acordo com a glicemia, tanto no basal ( longe das refeições), quanto nas refeições.

A previsão é que estará no mercado americano no início de 2017. Não há previsão para sua chegada ao Brasil, nem o custo.

Doutora em Endocrinologia – USP/SP
Residência Médica em Endocrinologia – Hospital Brigadeiro/SP

Intolerância à lactose – causas e consequências

O que é intolerância à lactose?

Intolerância à lactose acontece quando você apresenta apresenta sintomas como inchaço no abdome, diarréia e gases após ingerir leite ou derivados. Se o seu intestino não produz muita enzima lactase, você tem dificuldade em digerir a lactose. Lactose que não é digerida vai para o seu intestino grosso. O intestino grosso é um órgão que absorve água das fezes e a solidifica. No seu intestino grosso, bactérias que normalmente habitam essa região digerem a lactose e geram fluidos e gases, provocando sintomas em você.

Os sintomas podem aparecer entre 30 minutos a 02 horas após a ingestão do leite ou derivados. Podem ser leves ou mais severos.

Nem todas as pessoas com enzima lactase diminuída apresentam sintomas.

A maioria das pessoas com intolerância ao leite e produtos lácteos podem ingerir alguma quantidade dessas substâncias e não apresentar sintomas. A quantidade de lactose que provoca sintomas varia de uma pessoa para outra.

O que causa a intolerância à lactose?

  • Em algumas pessoas, o intestino delgado fabrica menos lactase a partir dos dois anos de idade, o que pode levar à intolerância à lactose.Outras pessoas começam a apresentar sintomas mais tarde, na adolescência ou vida adulta.
  • Infecção, doenças ou outros problemas que danificam o intestino delgado podem diminuir os níveis de lactase. Baixos níveis de lactase podem torná-lo intolerante ao leite  e derivados até o seu intestino delgado se recuperar.
  • Bebês prematuros podem ser intolerantes por um curto período de tempo após o nascimento.
  • Em uma forma rara de intolerância, o intestino delgado produz pouca ou nenhuma lactase desde o nascimento.

leite e derivados

As pessoas algumas vezes confundem intolerância à lactose com alergia ao leite.Enquanto a intolerância  é um problema digestivo, a alergia ao leite é uma reação desencadeada pelo sistema imunológico a uma ou mais proteínas do leite. Se você tiver alergia ao leite, ingeri-lo até mesmo em pequenas quantidades pode ser ameaçador à vida. A alergia ao leite mais comumente ocorre no primeiro ano de vida. Já a intolerância  ocorre mais frequentemente na adolescência e em adultos.

Como a intolerância à lactose pode afetar a sua vida?

Além do desconforto provocado pelos sintomas, você pode ter problemas em absorver nutrientes suficientes, tais como cálcio e vitamina D. Leite e derivados são fontes de cálcio. Cálcio é um mineral que o corpo necessita para fortalecer os ossos e os dentes. Se você não recebe cálcio suficiente, ao longo do tempo seus ossos podem ficar mais enfraquecidos e quebrar facilmente.

Como meu médico sabe se eu tenho intolerância à lactose?

• História Clínica – seu médico perguntará sobre a sua história familiar, seus antecedentes, seus hábitos alimentares e a relação com os seus sintomas

• Exame Físico – o médico vai checar a presença de abdome distendido, aumento dos ruídos abdominais na ausculta e dor/aumento da sensibilidade à palpação do abdome

Após a realização da anamnese e exame físico, seu médico pode solicitar para que faça um teste parando de ingerir produtos que contenham leite e derivados, para avaliar melhora dos sintomas. Outros exames podem ser solicitados:

• Teste de Tolerância à Lactose – É ingerido um concentrado rico em lactose. Em indivíduos normais, a lactose é transformada no intestino em glicose, a qual é absorvida pela mucosa do intestino. Os indivíduos intolerantes apresentam uma elevação da glicose inferior a 20 mg/dl após a ingesta do líquido. Este teste não tem utilidade, e portanto não deve ser solicitado, para indivíduos portadores de diabetes mellitus.

• Teste do Hidrogênio Expirado – Checa a quantidade do gás hidrogênio na respiração. Normalmente, a pessoa exala apenas uma pequena quantidade de hidrogênio após ingerir lactose e a molécula é partida. Lactose que não é quebrada pelo organismo provoca altos níveis de hidrogênio na respiração. Para realizar o referido teste, você tem que ingerir previamente uma certa quantidade de lactose.

• Teste da acidez nas fezes – Se o seu corpo não digere a lactose, as fezes ficam mais ácidas. Este teste é mais indicado para ser realizado em crianças.

Qual o meu grau de intolerância à lactose?

A maioria das pessoas com intolerância ao leite e derivados podem ingerir alguma lactose sem apresentar sintomas. Pessoas diferentes podem ter diferentes quantidades de lactase. Por exemplo, uma pessoa pode ter sintomas severos ao ingerir uma pequena quantidade de leite. Outra pessoa pode ingerir uma quantidade grande, sem apresentar sintomas. Algumas pessoas podem ingerir tranquilamente um iogurte e queijos amarelos como cheddar e suíço, enquanto outros produtos lácteos podem lhes causar sintomas.

Pesquisas sugerem que muitas pessoas podem ter a quantidade de lactase suficiente para ingerir uma xícara de leite sem apresentar sintomas, ou apenas com sintomas leves. Quantidades maiores podem ser toleradas se a ingesta ocorrer durante as refeições ou em pequenas quantidades ao longo do dia.

Em geral as pessoas com este distúrbio não precisam evitar leite e derivados completamente. Se você evitá-los por completo, você poderá ingerir menos cálcio de que necessita, favorecendo o aparecimento de osteoporose no futuro.

Você pode conseguir ingerir leite e derivados sem apresentar sintomas se você:

  • ingerir meia xícara de leite ou menos em uma única tomada
  • ingerir pequenas quantidades de leite ou derivados juntamente com as refeições, como por exemplo, acompanhado  de cereal ou ingerir queijo com bolacha crackers.
  • adicionar pequenas quantidades de leite ou derivados aos poucos, em pequenas porções, e avaliar como se sente.
  • ingerir produtos lácteos com maior facilidade de digestão para pessoas intolerantes:
    • iogurte
    • queijos mais endurecidos

O que fazer se eu tenho intolerância à lactose?

Se você tem intolerância à lactose, você pode fazer mudanças na sua dieta. Alguns irão precisar apenas reduzir a ingestão de lactose. Outros deverão evitar a ingestão por completo.

Uma alternativa, é passar a ingerir  produtos lácteos e o próprio leite isento de lactose. Atualmente temos uma infinidade de produtos desta categoria no mercado.

Outra opção é ingerir a enzima lactase, na forma de comprimido ou sachê, imediatamente antes de ingerir produtos que contenham lactose. Já temos algumas opções disponíveis no mercado nacional atualmente.

Fonte: www.niddk.nih.gov/health-information/health-topics/digestive-diseases/lactose-intolerance/pages/facts.aspx

Doutora em Endocrinologia – USP/SP
Residência Médica em Endocrinologia – Hospital Brigadeiro/SP

Dieta sem Glúten – Separando o Joio do Trigo

Introdução

Durante a última década houve um aumento impressionante na popularidade da dieta sem glúten, sendo nos dias atuais o tratamento nutricional da moda no mundo inteiro, incluindo o Brasil. Questionando o conceito de que dieta sem glúten beneficiaria apenas indivíduos portadores de doença celíaca, profissionais da saúde tem relutado em separar o joio do trigo.  Há um clamor que eliminar o glúten da dieta aumenta a saúde e ajuda no emagrecimento, ou até mesmo que o glúten pode ser danoso a todo o ser humano.

Entretanto, à parte de modismos infundados, uma doença relacionada à ingestão de glúten, ou cereais que contenham glúten, chamada de sensibilidade ao glúten não-celíaco, tem ressurgido na literatura, incendiando o debate sobre a indicação de dieta sem glúten para pessoas sem diagnóstico de doença celíaca.

Sensibilidade ao glúten foi inicialmente diagnosticado na década de 1970, mas na última década os números de pacientes com este diagnóstico, assim como o número de publicações tem aumentado consideravelmente.

Ainda não está bem claro como diagnosticar ou manejar esta condição, e os mecanismos causadores são incertos, mas sabe-se que ocorre uma ativação do sistema imunológico inato, tendo efeitos deletérios em outras doenças autoimunes e doenças metabólicas concomitantes.

 Quando indicar dieta sem glúten para não-celíacos?

– Quando o paciente apresentar sintomas do trato gastrointestinal, tais como: dor abdominal, gases, estufamento ,meteorismo, ou extra-intestinais, tais como: dor de cabeça, fadiga crônica, dor muscular ou nas articulações, formigamento das extremidades, eczema, anemia ou depressão, que  aparecem horas ou dias após a ingestão de grãos contendo glúten, e desparecem rapidamente quando são eliminados da dieta.

– Em crianças que apresentem diarréia crônica sem perda de peso, além  de déficit de atenção.

Qual a diferença entre doença celíaca e sensibilidade ao glúten?

–   Na sensibilidade ao glúten, os auto-anticorpos contra componentes do glúten estão ausentes, na biópsia intestinal não são detectadas alterações inflamatórias na mucosa, exceto um leve aumento nos linfócitos intraepitelial, e os marcadores genéticos da doença celíaca estão ausentes ( HLA DQ2/8).

–  Diferentemente da doença celíaca, o diagnóstico da sensibilidade ao glúten é predominantemente clínico, ao se observar melhora dos sintomas gastrointestinais ou extra-intestinais com a retirada do glúten, e piora com a reintrodução.

Qual a prevalência da Sensiblidade ao Glúten?

– Muitas pessoas fazem dieta sem glúten por conta própria, sem indicação médica. Portanto, a prevalência é desconhecida.

– Acredita-se que é um problema relativamente comum, sendo responsável por cerca de um terço dos pacientes com diagnóstico de Síndrome do Intestino Irritável*.

– Mais comum que a doença celíaca

– Mais comum em mulheres e adultos jovens

– Pode estar associada ao autismo, esquizofrenia, alergias e doenças autoimunes.

Conclusão

A dieta sem glúten é muito propagada e recomendada por nutricionistas nos dias atuais. Quando o paciente tem sintomas relacionados ao trato gastrointestinal, ou extra-intestinais de causa desconhecida, é importante inicialmente realizar uma completa investigação clínica para afastar causa secundária, especialmente doença celíaca.

Se não for encontrada uma causa que justifique os sintomas clínicos, o diagnóstico de sensibilidade ao glúten, nesta situação, deve ser pensado e um teste terapêutico ser realizado, com a retirada do glúten e reavaliação.

A prática de propor a retirada do glúten para os pacientes, de maneira universal, sem critérios de seleção, como parte de um programa de emagrecimento, não deve ser realizada, pois não há evidências científicas sólidas que indiquem um real benefício, pois  o glúten costuma trazer malefícios apenas para um perfil específico de pacientes.

* Síndrome do Intestino Irritável – termo aplicado a uma associação de sintomas, que consistem mais frequentemente de dor abdominal, estufamento, constipação e diarréia, sem causa orgânica identificável.

Fonte:Fasano, A et al. Nonceliac gluten sensitivity. Gastroenterology 2015 Vol:148 No:6 Págs: 1195-204

Especialista em Endocrinologia e Metabologia
Conselheiro do Conselho Regional de Medicina
Presidente da Câmara Técnica de Endocrinologia do CRM
Membro da Câmara Técnica de Registro de Especialistas do CRM
Médico Concursado da Secretaria de Estado de Saúde atuando na função de Regulador e Teleconsultor

Diabetes Mellitus tipo 2 : qual o melhor tratamento?

Introdução

O diabetes mellitus tipo 2 é hoje um dos maiores problemas de saúde em todo o mundo. Atualmente, mais de 250 milhões de pessoas convivem com a doença, mas a previsão que este número chegue a 380 milhões, em 2025. O Brasil ocupa a 4ª posição entre os países com maior prevalência de diabetes: são 13,7 milhões de pessoas, e muitas ainda nem foram diagnosticadas.

O excesso de peso é o grande vilão por trás desta pandemia. Além do fator genético, o diabetes é uma doença totalmente ligada ao estilo de vida adotado. Uma pessoa com alimentação desequilibrada, rica em gorduras, carboidratos, açúcares e produtos industrializados, e pobre em vegetais, legumes e frutas têm mais propensão a desenvolver o diabetes. Sedentarismo, obesidade e tabagismo também são fatores de risco e, juntos, contribuem para o aparecimento da doença.

Quando o indivíduo recebe o diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2, ele já perdeu uma boa parte das células produtoras de insulina ( pelo menos 50%), também chamadas células beta. Manter a doença controlada, preservando as células beta restantes é o maior objetivo. Com isto reduz-se acentuadamente o risco de complicações crônicas, sejam elas macrovasculares, tais como infarto e derrame cerebral, ou microvasculares, tais como doença nos rins, nos olhos e nos nervos periféricos.

A meta para o tratamento deve ser individualizada, levando em consideração especialmente idade do paciente, tempo de diagnóstico e presença de complicações crônicas. Hemoglobina glicada acima de 7% aumenta o risco de complicações relacionadas ao diabetes mellitus.

Como tratar o Diabetes Mellitus tipo 2

1) Dieta

A dieta mais adequada deve objetivar oferecer carbohidratos com baixo índice glicêmico ( menor poder de elevação da glicemia), especialmente aqueles ricos em fibras. Além de facilitar o controle da glicemia, a fibra contribui para a distensão do estômago e aumenta a saciedade. Deve ser orientada por um nutricionista.

2) Atividade física

A prática de exercícios físicos deve ser estimulada. Os principais benefícios do exercício no diabetes mellitus tipo 2 são auxiliar a manutenção do peso corporal;aumentar a sensibilidade à insulina, reduzir a pressão arterial e aumentar o colesterol bom ( HDL); contribuir para a manutenção dos ossos, músculos e articulações;melhora do bem-estar, reduzindo risco de ansiedade e depressão; melhorar a resposta imunológica, fortalecendo as defesas do organismo.

3) Medicamentos

O uso de medicamentos para auxiliar o controle do diabetes mellitus tipo 2 deve ser indicado, com o intuito de ajudar a manter a longo prazo a doença controlada, intervindo de maneira positiva nos mecanismos geradores dessa doença.

Temos hoje disponíveis para o tratamento diversas classes de medicamentos, que devem ser selecionados de acordo com as características de cada paciente.

3.1) Metformina

A metformina aumenta especialmente a captação de glicose pelo fígado. É utilizada geralmente como primeira escolha no tratamento em razão de sua efetividade ( pode reduzir a hb glicada até 2%), baixo custo e segurança. Seu principal efeito adverso é gastrointestinal ( náuseas, vômitos). A formulação de liberação gastro-intestinal ( XR) tem melhor tolerância gastrointestinal.

3.2 ) Sulfoniluréias

Aumentam a produção de insulina.Temos como exemplos dessa classe a glibenclamida, gliclazida, gliclazida MR e glimepirida. São medicamentos potentes na redução de hb glicada ( até 2%), tendo como efeitos indesejados principais o risco de hipoglicemia e aumento do peso corporal.

3.3) Glitazonas

Aumenta a sensibilidade à insulina, agindo no tecido gorduroso, músculo  e fígado. A medicação desta classe é a pioglitazona. Não devem ser utilizados em portadores de insuficiência cardíaca e osteoporose, em razão de aumentar a retenção hídrica e o risco de fraturas. Podem provocar um pequeno ganho de peso. É a medicação com maior benefício para reduzir a gordura no fígado ( esteatose hepática).

3.4) Gliptinas ( Inibidores da DPP-4)

Aumentam a produção de insulina e reduzem o glucagon, através do incremento na produção de uma substância produzida no intestino chamada GLP-1. São seguras , tem boa tolerabilidade, e não costumam provocar hipoglicemia. Tem efeito neutro no peso corporal.

3.5) Análogos do GLP-1 

Também aumentam a produção de insulina, reduzindo o glucagon, através do aumento do GLP-1 ( incremento maior que o produzido pelos inibidores da DPP-4). Promovem perda de peso, redução da pressão arterial. Os principais efeitos adversos são náuseas, vômitos e diarréia. As principais opções disponíveis no mercado hoje são o liraglutide ( Victoza) e a Dulaglutida ( Trulicity). O Victoza é administrado através de uma única aplicação subcutânea diária e o  Trulicity é administrado através de uma aplicação semanal, também subcutânea.

3.6) Gliflozinas 

Agem inibindo o transportador 2 da glicose no túbulo proximal do rim, promovendo a eliminação de açúcar na urina. Estão contra-indicados para portadores de insuficiência renal moderada a grave. Promovem redução no peso e na pressão arterial. Temos três opções no mercado: dapagliflozina ( Forxiga), empagliflozina ( Jardiance) e canagliflozina ( Invokana). O estudo EMPA-REG mostrou redução de 38% na mortalidade por causas cardiovasculares em um periodo de 04 anos de estudo, quando comparou a medicação empagliflozina  ao grupo controle. Considerando que a principal causa de morte em pacientes diabéticos é por doença cardiovascular, o resultado deste estudo trouxe bastante entusiasmo para o tratamento destes pacientes.

Conclusão

O arsenal terapêutico atual para o controle do diabetes é amplo e permite que o médico especialista possa escolher as melhores alternativas de maneira individualizada, considerando as características clínicas de cada paciente.

Para os pacientes que precisam controlar a doença e perder peso, as opções das gliflozinas e análogos do GLP-1 são ótimas escolhas.

Para os idosos que necessitam de segurança no tratamento, com eficácia e menor risco de hipoglicemias, uma boa opção é a classe dos inibidores da DPP-4.

Para os individuos com muita gordura no fígado, uma ótima   opção é a pioglitazona.

Existem inúmeros tratamentos corretos para um mesmo indivíduo. O médico assistente deve avaliar, entre todas as opções possíveis, aquelas que se encaixam ao perfil do paciente, afim de atingir o sucesso no tratamento.

 

 

 

Especialista em Endocrinologia e Metabologia
Conselheiro do Conselho Regional de Medicina
Presidente da Câmara Técnica de Endocrinologia do CRM
Membro da Câmara Técnica de Registro de Especialistas do CRM
Médico Concursado da Secretaria de Estado de Saúde atuando na função de Regulador e Teleconsultor