esteroides anabolizantes

#BombaTôFora

Em abril deste ano foi lançado o projeto #BombaTôFora, criado pelo Núcleo de
Endocrinologia do Exercício da Medicina Esportiva da Universidade Federal de São Paulo
(UNIFESP) e pela agência Y&R, em parceria com a Universidade de Caxias do Sul.
A previsão é de que o mês de setembro de 2018 seja utilizado para divulgação
desta campanha nacional, cujo objetivo é a prevenção do uso de esteróides anabolizantes
e similares e atendimento aos seus usuários.

O que são esteroides anabolizantes?

Esteróides Anabolizantes são drogas fabricadas para agirem como o hormônio
masculino Testosterona. Eles ajudam no crescimento dos músculos (efeito anabólico) e
no desenvolvimento das características sexuais masculinas como: pelos, barba, voz
grossa etc. (efeito androgênico).
O problema é que o termo anabolizante leva a crer que estas medicações
possuem somente os “benefícios” do crescimento muscular, porém se sabe que os efeitos
androgênicos sempre estarão presentes, em maior ou menor grau. E é daí que temos os
perigos associados ao seu uso descontrolado.
→ Os objetivos do uso estético ou por praticantes de algum esporte são:
• ganho de massa muscular e de força
• diminuição do tempo de recuperação / cura de lesões
• “vantagem”  sobre o adversário
•  vitória na competição

→ Já os efeitos adversos (decorrentes daquele efeito androgênico mencionado acima)
atingem os mais variados órgãos e sistemas:
• fígado: lesão das células do fígado, até câncer de fígado
• testículos: atrofia testicular, infertilidade
• pele: acne, queda de cabelo, aumento de pelos, edema (inchaço)
• rins: insuficiência renal aguda
• psicológico: alterações de humor, agressividade, depressão, dependência

• diminuição do colesterol HDL (colesterol “bom”)
• hipertensão, aumento do ventrículo esquerdo do coração
•  aumento do risco de trombose
• diminuição da tolerância à glicose

Todos esses efeitos dependem de muitos fatores, como idade, dose e o tempo de
uso, a via utilizada (comprimidos, injeções, gel), uso de outras drogas associadas..
O que percebemos hoje em dia é de que além do uso dos anabolizantes (“bombas”)
em praticantes de atividade física / academias, um outro público vem fazendo uso destes
compostos com o objetivo chamado “anti-aging”: a promessa de retardar o
envelhecimento está levando homens e mulheres nas mais variadas idades a utilizar
estes medicamentos.
É preciso esclarecer que o termo “medicina anti-aging” na verdade não se configura
uma especialidade médica e que não há nenhuma comprovação de que o uso de
hormônios seja capaz de prevenir ou retardar o envelhecimento da população.
Por fim, a mensagem que a campanha #BombaTôFora quer passar é de que
qualquer pessoa que não possua uma deficiência hormonal comprovada e investigada,
além de sintomas relacionados, não deve utilizar compostos com derivados hormonais,
seja qual for a dose e o tempo de uso. Por enquanto, os riscos superam os benefícios.
Fonte: site da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem
(http://www.abcd.gov.br/arquivos/bombatofora_apresentacao_ABCD.pdf)

Dra. Thamires de Souza

About Dra. Thamires de Souza

Graduação em Medicina pela Faculdade Evangélica do Paraná, Curitiba. Conclusão em 2013. CRM SC 24530. Residência Médica em Clínica Médica no Hospital Universitário Evangélico de Curitiba – HUEC, Curitiba. Conclusão em 2015. Residência Médica em Endocrinologia e Metabologia no Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione – IEDE, Rio de Janeiro. Conclusão em 2017.Título de Especialista em Endocrinologia e Metabologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, SBEM, 2017. RQE 15163

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Dra. Thamires de Souza

Graduação em Medicina pela Faculdade Evangélica do Paraná, Curitiba. Conclusão em 2013. CRM SC 24530.
Residência Médica em Clínica Médica no Hospital Universitário Evangélico de Curitiba – HUEC, Curitiba. Conclusão em 2015.
Residência Médica em Endocrinologia e Metabologia no Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione – IEDE, Rio de Janeiro. Conclusão em 2017.

Título de Especialista em Endocrinologia e Metabologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, SBEM, 2017. RQE 15163

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