Diabetes Mellitus tipo 2 : Como eu trato?

O Diabetes Mellitus tipo 2 é uma doença crônica, com predisposição genética, caracterizado por um quadro de resistência à ação do insulina e diminuição da produção de insulina pelas células beta do pâncreas.

A abordagem ao diabético deve ser individualizada.  Deve ser levado em consideração fatores tais como  a idade do paciente, quanto tempo o paciente tem de diagnóstico de diabetes, presença de comorbidades ou complicações relacionadas ao diabetes, presença de sobrepeso ou obesidade,  esteatose hepática ( gordura no fígado), entre outros fatores.

Sempre que possível, o paciente deve ser orientado para consultar uma nutricionista, visando a prescrição de uma reeducação alimentar, com ajuste na quantidade e tipo de carboidrato e gordura a ser ingerido, bem como a proporção de proteína. A prescrição de uma dieta mediterrânea low carb é uma excelente opção para o paciente portador de diabetes mellitus tipo  2.

Temos hoje um vasto leque de opções terapêuticas para o nosso paciente diabético: metformina ( Glifage XR®), as sulfoniluréias ( Diamicron MR, Amaryl®), os inibidores da DPP-4 ( Galvus, Januvia,Trayenta, Onglyza®), os análogos do GLP-1 ( Victoza, Trulicity®), as glitazonas ( Actos®), as gliflozinas (Forxiga, Jardiance, Invokana®), além da insulinoterapia.

A metformina é uma medicação consagrada no tratamento do diabetes. É segura, eficaz, amplamente disponível nos postos de saúde e no programa Farmácia Popular do Brasil, podendo ser usada em monoterapia ou em associação à todas as outras classes de medicamentos anteriormente citados. Recentemente foi aprovado o seu uso em pacientes com insuficiência renal leve a moderada. Pode apresentar efeitos indesejados em um pequeno grupo de pacientes, relacionados ao trato digestivo, tais como náusea e diarréia. Assim sendo, deve ser iniciada preferencialmente em dose baixa, com aumento escalonado, até atingir a dose máxima efetiva ( 2000 mg) diário.

As sulfoniluréias atuam aumentando a produção de insulina, e tem custo mais acessível quando comparado as gliptinas, glitazonas e glifozinas. Podem promover um pequeno ganho de peso e  hipoglicemia, especialmente em situações de redução na ingesta alimentar. Hoje temos dado preferência à sulfoniluréia de segunda geração gliclazida, de liberação prolongada ( Diamicron MR®) e  a de terceira geração glimepirida ( Amaryl® ). A glibenclamida está em desuso  em razão de interação com receptores do músculo do miocárdio, prejudicando a recuperação do músculo em um possível caso de isquemia do miocárdio. O estudo ADVANCE-ON que acompanhou a longo prazo pouco mais 8000 pacientes tratados intensivamente com gliclazida de liberação prolongada mostrou efeito em proteção renal do paciente diabético, sem comprometer a segurança cardiovascular.

Os inibidores da DPP-4  atuam aumentando uma substância chamada GLP-1, através da inibição de uma enzima chamada DPP-4.  É uma classe de medicamentos muito utilizada no tratamento do diabetes mellitus tipo 2, podendo ser usado em um amplo perfil de pacientes ( cardiopatas, idosos, portadores de insuficiência renal), tem efeito neutro no peso, e não oferecem risco de hipoglicemia  quando combinado a uma metformina, glitazona ou glifozina. É contraindicado em associação com os análogos do GLP-1. O estudo TECOS , com aproximadamente 14000 pacientes com doença cardiovascular estabelecida, mostrou segurança da medicação sitagliptina ( Januvia®), neste perfil de pacientes.

Os análogos do GLP-1 também agem aumentando o GLP-1, acarretando benefícios além do controle da glicemia. Podem promover  perda de peso médio de 03 kgs. São aplicados por meio de injeção subcutânea, indolor, administrados pelo próprio paciente. O Victoza® é administrado através de uma aplicação diária e o Trulicity® é administrado através de uma injeção semanal. O principal efeito colateral da classe é náusea e vômitos em até 20% dos pacientes, que tende a ser passageiro.

A pioglitazona atua melhorando a ação da insulina no tecido adiposo, músculo e fígado e a produção de insulina pela célula beta. É a medicação mais indicada no tratamento da esteatose hepática.Pode ser associada a todas as outras classes. Não deve ser utilizada em pacientes com insuficiência cardíaca e portadores de osteoporose. Pode provocar um pequeno ganho de peso.

A gliflozina é a classe mais recentemente lançada no mercado. Promove eliminação de glicose pela urina ( em torno de 80 gramas por dia). Costuma provocar perda de peso em média de 03 kg,  e também pode provocar uma pequena redução na pressão arterial. Um estudo recente chamado EMPA-REG mostrou redução da mortalidade por doença cardiovascular em 38% e redução das internações por insuficiência cardíaca em 35% no grupo que utilizou a empagliflozina ( Jardiance®), após apenas três anos de uso da medicação.

Portanto, a melhor escolha para o paciente com diabetes mellitus tipo 2 vai depender das necessidades individualizadas daquele paciente e do nível sócio-econômico.  As melhores combinações para o bom controle glicêmico aliado a perda de peso são análogos do GLP-1 e glifozina. Se o paciente tiver gordura no fígado, a associação de pioglitazona deve ser considerada. Se o custo da medicação for um fator importante, a metformina e sulfoniluréia são as melhores opções. Se o paciente for idoso, ou se a perda de peso não for um fator importante, as gliptinas constituem uma ótima opção.

Enfim, existem inúmeros meios para atingir o bom controle da glicemia e evitar assim as complicações do diabetes.

O diabetes mellitus tipo 2  é uma doença silenciosa, que deve ser tratada de maneira adequada, afim de evitar as complicações relacionadas aos grandes vasos ( infarto agudo do miocárdio, derrame cerebral),  aos pequenos vasos ( cegueira e insuficiência renal crônica), e disfunção de nervos e vasos ( impotência sexual, amputação em membros inferiores). Uma vez bem manejada, e de preferência precocemente, desde o diagnóstico, o risco de desenvolver as complicações supracitadas é pequeno. As complicações estão relacionadas ao mau controle do diabetes, especialmente quando a hemoglobina glicada é superior a 7% ( corresponde a uma média na glicemia de 154 mg/dl). Quanto maior a hemoglobina glicada, maior é o risco para o aparecimento de complicações.

O endocrinologista é o profissional especialista no  tratamento do diabetes e o  mais capacitado para propor o melhor tratamento para o paciente de acordo com sua condição clínica.

 

 

 

 

 

Especialista em Endocrinologia e Metabologia
Conselheiro do Conselho Regional de Medicina
Presidente da Câmara Técnica de Endocrinologia do CRM
Membro da Câmara Técnica de Registro de Especialistas do CRM
Médico Concursado da Secretaria de Estado de Saúde atuando na função de Regulador e Teleconsultor

A polêmica da cirurgia metabólica para o diabético

Em razão da polêmica recente com a cirurgia metabólica  realizada no jogador Romário, com o objetivo de curar o diabetes, utilizando técnica ainda não validada pela comunidade científica,  neste post faremos uma revisão do que há de mais recente e atualizado nas técnicas cirúrgicas utilizadas para a remissão do diabetes, assim como suas indicações.

As indicações aprovadas para a cirurgia metabólica são: idade de 18 a 65 anos, IMC (índice de massa corpórea) ≥40 kg/m² ou ≥35 kg/m² com uma ou mais comorbidades graves relacionadas com a obesidade e documentação de que os pacientes não conseguiram perder peso ou manter a perda de peso apesar de cuidados médicos apropriados  e realizados regularmente há pelo menos dois anos (dietoterapia, psicoterapia, tratamento farmacológico e atividade física).
As técnicas cirúrgicas  mais empregadas atualmente no nosso país, e aprovadas pelo CFM (conselho federal de medicina), são as técnicas de Fobi-Capella (consiste na redução do estômago combinada a um desvio do trânsito intestinal) e a de Sleeve ( que consiste numa técnica que envolve uma retirada vertical de boa parte do estômago, sem mexer no intestino.
Pacientes obesos com Diabetes tipo 2 tem um índice de sucesso muito alto na cirurgia, com melhora na glicemia em até 85% dos casos e resolução em 78% dos casos, com algumas  variações nesses índices dependendo da técnica utilizada.  O risco de mortalidade decorrente da cirurgia é em torno de 0,3%. A experiência do cirurgião tem muita relevância em diminuir os riscos inerentes à cirurgia.
Uma técnica, ainda considerada experimental, não aprovada pelo CFM, e recentemente utilizada no ex-jogador de futebol Romário, chamada de interposição ileal combinada com a cirurgia de Sleeve (acima descrita) causou polêmica recentemente, por ter sido realizada em um indivíduo sem obesidade acentuada, com a finalidade principal de propiciar a resolução do diabetes. O que mais chamou a atenção da mídia foi o suposto emagrecimento acentuado do ex-jogador.
Segundo os idealizadores desta técnica cirúrgica, a transposição do ileo (porção mais distal do intestino delgado) para uma região mais proximal do intestino, beneficiaria o paciente diabético pois é nessa região que é liberada, após a ingestão oral de alimentos, uma substância chamada GLP-1, a qual incrementa a produção de insulina pelo pâncreas, e contribui para a saciedade.
Porém, os resultados de índice de remissão do diabetes na prática, apresentados pelos autores desta técnica, não são superiores ao da técnica de Sleeve isolada. E há ainda que se considerar que esta técnica apresentou índices de complicações pós-operatórias superiores à da técnica Sleeve.
Outra polêmica gerada nesse caso, é a indicação da cirurgia para um indivíduo que não possuia pelo menos um grau 2 de obesidade, segundo o IMC. Para os especialistas brasileiros, com relação  à indicação deste tipo de cirurgia para portadores de obesidade grau 1 associado a diabetes, os estudos atuais não mostram com clareza qual é o perfil do paciente que obterá maior benefício terapêutico com o procedimento cirúrgico. Além disso, o número de pacientes submetidos ao procedimento cirúrgico em estudos clínicos randomizados ainda é muito pequeno, e com tempo de acompanhamento inferior a cinco anos, sem que haja dados consistentes sobre riscos do procedimento (deficiência nutricionais, fraturas, etc) ou sobre desfechos como a doença cardiovascular ou a mortalidade.
A questão central é porque realizar um procedimento (interposição ileal) que não mostrou resultados superiores às cirurgias tradicionais e oferecendo um risco maior para o desenvolvimento de complicações?
Enquanto não houver estudos bem delineados, mostrando vantagens da interposição ileal em relação aos outros procedimentos, a cirurgia de Sleeve e a Gastroplastia redutora com desvio do intestino ( Bypass) devem ser as opções disponíveis e preferíveis  para a população com indicação para realizar a cirurgia metabólica.

Doutora em Endocrinologia – USP/SP
Residência Médica em Endocrinologia – Hospital Brigadeiro/SP

Hormônios da “fonte da juventude” parte 2 – GH

Você já deve ter lido na Internet ou em revistas dizendo que certos hormônios podem ajudá-lo a manter-se jovem. Mas estes apelos sobre hormônios anti-envelhecimento são verdadeiros? Em um post anterior escrevemos sobre o DHEA. Agora vamos escrever sobre os mitos e verdades sobre o Hormônio do Crescimento (GH). O GH reverte o envelhecimento? Melhora a performance atlética? Aumenta a força e massa muscular? Diminui o peso corporal?

1) O que é o Hormônio do Crescimento Humano (GH)?

O GH humano é uma substância produzida no seu corpo que controla o  crescimento e metabolismo. É produzido pela glândula hipófise, uma pequena glândula na base do seu cérebro.  Uma outra forma, o GH humano sintético, é comercializado na forma idêntica ao GH humano e é utilizado na medicina para crianças e adultos que necessitam utilizá-lo em razão de deficiência deste hormônio.

2) O que faz o GH no organismo?

O GH tem importantes funções. Em crianças, auxilia no crescimento estatural, aumento na massa muscular e comprimento dos ossos, e diminuição da gordura corporal.

Em adultos, estimula o metabolismo, tendo efeitos benéficos na massa muscular, bem como atuando no metabolismo da glicose e dos lipídeos.

3) De que forma o GH é utilizado de maneira ilegal?

O GH é muitas vezes utilizado em desacordo com as resoluções do Conselho Federal de Medicina e com as normas da ANVISA. As pessoas utilizam com a finalidade de tentar reverter os efeitos do envelhecimento ou melhorar a performance atlética. Atletas algumas vezes o utilizam conjuntamente com esteróides anabolizantes para hipertrofia e aumento de força muscular, bem como diminuir a gordura corporal.

4) Quais são os riscos do uso não recomendado do GH?

Você pode ter uma série de efeitos colaterais se  utilizá-lo sem apresentar deficiência. Efeitos colaterais a curto prazo incluem dores musculares e articulares, formigamentos, e inchaço de mãos e pés. Utilizando altas doses  a longo prazo ( mais do que alguns meses), pode causar diabetes, aumento da pressão arterial, ou doença cardíaca.

Existem dosagens e testes laboratoriais para identificar se você apresenta deficiência de GH. A reposição de GH para pacientes com deficiência comprovada traz benefícios, promovendo melhoras na saúde física e  mental.

Fonte: Endocrine Society – Hormone Health Network

 

Doutora em Endocrinologia – USP/SP
Residência Médica em Endocrinologia – Hospital Brigadeiro/SP

Hormônios da “fonte da juventude” parte 1 – DHEA

Você já deve ter lido sobre matérias na Internet ou em revistas afirmando que certos hormônios podem ajudá-lo a manter-se jovem. Mas estas informações sobre hormônios antienvelhecimento são verdadeiras? Neste post vou lhe ajudar a separar o que é mito e o que é verdadeiro sobre o DHEA. Em outro post abordarei o Hormônio do Crescimento (GH).

Supostos benefícios do DHEA

É divulgado na mídia que a reposição de DHEA proporcionaria os seguintes benefícios: retardo no envelhecimento, aumento na força muscular, melhora da imunidade e diminuição do peso corporal.

Não há comprovação científica a respeito destas ações.  Evidências mais robustas são necessárias.

O que é DHEA?

DHEA (dehidroepiandrosterona) é um hormônio feito a partir do colesterol pelas glândulas adrenais, localizadas logo acima dos rins.

O que faz o DHEA?

Seu corpo transforma DHEA em dois importantes hormônios sexuais: testosterona e estrogênio. Testosterona é a responsável pelo surgimento da puberdade nos meninos, promovendo crescimento de pêlos na face e região pubiana, aumento do pênis e testículos, e engrossamento da voz. Em homens adultos, a testosterona está relacionada com o apetite sexual, com a massa muscular e óssea, e produção de esperma. Estrogênio em mulheres está relacionada ao desenvolvimento mamário, liberação de óvulo pelo ovário, períodos menstruais e gravidez. Homens tem uma pequena quantidade de estrogênio, assim como mulheres tem uma pequena quantidade de testosterona.

DHEA tem utilidade no tratamento de doenças?

Alguns pesquisadores tem sugerido que DHEA pode ser usada para tratar insuficiência da Adrenal (doença de Addison), depressão,lupus, obesidade, doença de Alzheimer, osteoporose, doença de Crohn, infertilidade, e problemas ligados a menopausa.

DHEA não é ainda aprovado pelo FDA, nem pela ANVISA como tratamento para estes problemas de saúde. Mais pesquisa é necessária neste campo para estudar os benefícios potenciais e os possíveis riscos a longo prazo da suplementação de DHEA.

Uso inapropriado do DHEA

Algumas pessoas utilizam DHEA, com a esperança que irá aumentar a resistência e força muscular, aumentar a energia, diminuir a gordura corporal, reforçar a imunidade. Porém estes efeitos não estão provados.

Quais são os riscos de ingerir DHEA sem recomendação médica?

Em mulheres, DHEA pode causar alterações relacionadas ao aumento na testosterona: irregularidade menstrual, aumento de pêlos na face, aumento da sudorese, diminuição do tamanho das mamas, e engrossamento na voz.

Em homens, pode causar alterações relacionadas a um aumento no estrogênio e/ou queda na testosterona: ginecomastia( aparecimento de mamas), diminuição no tamanho dos testículos, espinhas, e queda de cabelos.

Alguns efeitos desaparecem com a interrupção do DHEA, porém outros podem ser permanentes.

Não é recomendado utililizar DHEA para melhorar a qualidade de vida. Ao invés disto, o ideal é investir em estratégias para que os pacientes realizem atividades físicas semanais de maneira periódica e suficente, tenham um sono adequado, e uma dieta balanceada.

Se você está preocupado com sua saúde, fale com o seu médico de confiança sobre o que é melhor para você.

Fonte: Endocrine Society – Hormone Health Network

Doutora em Endocrinologia – USP/SP
Residência Médica em Endocrinologia – Hospital Brigadeiro/SP

Fadiga Adrenal: mito ou verdade

Você está se sentindo desanimado e estressado? Lutando para  conseguir manter as atividades diárias da vida e suas demandas? Está tendo problemas com o sono? Você  deve ter lido sobre “fadiga adrenal” como uma razão para seus sintomas. Embora alguns websites de medicina alternativa  afirmem que fadiga adrenal é um diagnóstico real, isto não está comprovado pela ciência médica.

Visão geral

• ” Fadiga adrenal” não é uma condição médica real. Não há evidências científicas para suportar a teoria que o estresse mental, emocional, ou físico prolongados esgote as glândulas adrenais e cause uma série de sintomas comuns.

• A insuficiência adrenal é uma doença real e diagnosticada através de testes sanguíneos.

• Não há exame que possa detectar fadiga adrenal.

• Hormônios e vitaminas prescritos para ” tratar” fadiga adrenal podem não ser seguros. Tomá-los sem necessidade, podem fazer suas glândulas adrenais pararem de funcionar e inclusive colocar sua vida em risco.

O que é ” fadiga adrenal”?

O termo fadiga adrenal tem sido usado para explicar um grupo de sintomas que são ditos ocorrerem em pessoas que estão sob estresse físico, emocional ou mental prolongados. Os profissionais que endossam esse diagnóstico dizem que você estará mais susceptível a essa condição se você tem um trabalho estressante; se realiza trabalho noturno; se é um estudante que também trabalha; se é pai ou mãe solteira; ou se é viciado em álcool ou drogas.

Os sintomas atribuídos à fadiga adrenal incluem cansaço, dificuldade em adormecer à noite ou em acordar pela manhã, compulsão por sal ou açúcar, e necessidade em fazer uso de estimulantes como cafeína para suportar  as atividades durante o dia. Estes sintomas são comuns e  inespecíficos, ou seja, podem ser encontrados em inúmeras doenças. Eles inclusive podem ocorrer como parte de uma vida normal e muito atarefada.

Nenhuma prova científica existe para aceitar fadiga adrenal como uma condição médica verdadeira. Uma vez é dito a você que possui esta condição, a causa real de seus sintomas pode não ser investigada e tratada corretamente.

Qual é a teoria por trás da fadiga adrenal?

Defensores do diagnóstico de fadiga adrenal acreditam que o problema inicia quando diferentes estresses da vida ultrapassam a capacidade do organismo em lidar com essa situação. Nossas glândulas adrenais – pequenos órgãos localizados acima dos rins – geralmente lidam com o estresse produzindo hormônios como cortisol. De acordo com a teoria de fadiga adrenal, quando as pessoas são submetidas a períodos prolongados de estresse, suas glândulas adrenais não conseguem manter a produção ideal desses hormônios para atender as necessidades do organismo. Quando isto ocorre, sintomas de ” fadiga adrenal” pode aparecer.

Qual é a diferença entre fadiga adrenal e insuficiência adrenal?

Enquanto o diagnóstico de fadiga adrenal não é aceito pela maioria dos médicos, a insuficiência adrenal é uma condição médica real que ocorre quando nossas glândulas adrenais não são capazes de produzir hormônios de maneira suficiente. Insuficiência adrenal é causada por lesão das glândulas adrenais ou um problema na hipófise  – uma pequena glândula no cérebro que sinaliza para as adrenais produzirem cortisol.

Uma pessoa com insuficiência adrenal pode ficar desidratada, confusa, e perder muito peso. Pode sentir fraqueza, cansaço, ou tontura, e queda de pressão arterial. Outros sintomas incluem dor no estômago, enjôo, vômitos e diarreia.

Insuficiência adrenal é diagnosticada pelo exame de sangue, e pode ser tratada com medicamentos que repõem os hormônios que as adrenais normalmente produzem.

Como é ” diagnosticado” fadiga adrenal?

Não há teste que possa detectar fadiga adrenal. Muitas vezes, é dito para o paciente que ele possui fadiga adrenal com base apenas nos sintomas. Algumas vezes, um teste sanguíneo ou salivar pode ser solicitado, mas testes para fadiga adrenal não são baseados em evidências científicas ou suportadas por estudos científicos de qualidade, portanto os resultados e análises dos testes podem não estar corretos.

Os tratamentos para fadiga adrenal são benéficos ou prejudiciais?

Os médicos que defendem o diagnóstico  de fadiga adrenal podem orientá-lo a melhorar seu estilo de vida, no sentido de cessar o tabagismo, álcool, e drogas. Iniciar  um programa de exercícios, alimentando-se de maneira saudável, e seguindo uma rotina diária de sono e despertar, irá quase sempre fazê-lo se sentir bem, não importa qual o diagnóstico.

Você pode ser orientado a adquirir suplementos especiais ou vitaminas, normalmente manipulados. Estes suplementos podem eventualmente prejudicar ainda mais a sua saúde, se houver equívoco na dose de algum ingrediente manipulado.

Se é prescrito cortisol para você, quando você não precisa dele, suas adrenais podem parar de funcionar e ficarem incapazes de produzir o cortisol de maneira suficiente quando você for submetido a um estresse físico. Quando você parar de ingerir o cortisol, após uso prolongado,  as adrenais podem ficar “adormecidas” por meses. Pessoas nesta situação correm o sério risco de desenvolver uma condição ameaçadora da vida chamada crise adrenal.

O que você deveria fazer ao receber o diagnóstico de fadiga adrenal?

Pedimos que você não gaste seu precioso tempo aceitando um diagnóstico duvidoso de ” fadiga adrenal” se você está com sintomas de cansaço, sentindo-se fraco ou deprimido. Neste caso, você pode ter um diagnóstico de  insuficiência adrenal, depressão, apnéia obstrutiva do sono, ou outros problemas clínicos. Receber o diagnóstico correto é muito importante para ajudá-lo a se sentir bem e resolver seu problema de saúde.

O endocrinologista é o profissional especialista e mais capacitado para realizar ou excluir  um diagnóstico de deficiência hormonal. Também está capacitado para investigar todas as hipóteses diagnósticas, no caso de a pessoa apresentar os sintomas supracitados.

Fonte: Hormone Health Network. Endocrine Society.

 

 

 

Especialista em Endocrinologia e Metabologia
Conselheiro do Conselho Regional de Medicina
Presidente da Câmara Técnica de Endocrinologia do CRM
Membro da Câmara Técnica de Registro de Especialistas do CRM
Médico Concursado da Secretaria de Estado de Saúde atuando na função de Regulador e Teleconsultor

Dieta com pouca gordura não é a mais efetiva

Dieta com pouca gordura não é mais efetiva que outras dietas para auxiliar na perda de peso a longo prazo. Por décadas até os dias atuais, tem-se falado que para perder ou manter o peso , tem que parar de comer gordura. E como está a situação hoje em dia? Vivemos uma epidemia de pessoas com sobrepeso e obesidade.

Ano passado foi publicada na conceituada revista Lancet uma metanálise, que analisou 53 artigos científicos, envolvendo 68 mil pacientes que realizaram dietas para emagrecimento.

Dezoito trabalhos compararam dietas low-carb ( pobre em carboidratos) com dietas com pouca gordura, e neste comparativo, dieta low-carb ocasionou uma  perda de peso mais significativa a longo prazo.

A questão central para o sucesso de uma dieta é colocar claramente para o paciente as escolhas alimentares que são saudáveis e aquelas que ele deve evitar. Quando é colocado para o paciente que ele deve ingerir pouca gordura, é natural que aja uma compensação aumentando o consumo de carboidratos ou açúcares. Aumentando a carga de carboidratos, o pâncreas será mais exigido, liberando mais insulina. A insulina é sabidamente um hormônio que forma gordura.

Os alimentos industrializados, tais como  biscoitos, doces e  salgadinhos, são ricos em carboidratos e gorduras. O hábito de consumir estas substâncias, tão presente nas nossas crianças, está contribuindo para o crescimento da obesidade infantil. E uma criança gordinha terá muito mais dificuldade de perder gordura na vida adulta.

Uma alimentação saudável deve ser composta de frutas, carboidratos com baixo indice glicêmico ( elevam menos a glicose no sangue), os quais em geral são os carboidratos ricos em fibras, verduras e legumes.

Para aqueles que precisam emagrecer, a dieta com controle na ingesta dos carboidratos, optando por uma ingestão variada de alimentos em suas versões low-carb, tais como pães, tortas, lasanhas e  pizzas, é uma maneira efetiva de tratamento. Uma das grandes vantagens desta dieta é que o indivíduo não precisa sentir fome, pois não há controle na quantidade a ser ingerida.

As nutricionistas do vitalité centro médico tem experiência com este tratamento, e podem lhe ajudar a escolher uma opção variada de cardápios, de acordo com a sua preferência, de modo a facilitar a sua aderência a esta dieta.

 

 

Especialista em Endocrinologia e Metabologia
Conselheiro do Conselho Regional de Medicina
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Diabetes é uma doença invisível

Hoje, 14 de novembro, é o dia mundial do diabetes. O lema deste ano é :”Diabetes é uma doença invisível”.

Diabetes is um grande e problema crescente: 415 milhões de adultos vivem com diabetes em 2015 e este número é esperado aumentar para em torno de   642 milhões  ou um a cada dez adultos em 2040.

Um a cada dois adultos com diabetes não tem a sua doença diagnosticada. Muitas pessoas vivem com diabetes tipo 2 por um longo período sem tomar conhecimento das suas reais condições.Na hora do diagnóstico, as complicações do diabetes podem já estar presentes.

Até 70% dos casos de diabetes tipo 2 podem ser prevenidos ou retardados ao adotar-se estilos de vida mais saudáveis.

Com os níveis crescentes de má nutrição e  inatividade física entre as crianças em diversos países, diabetes mellitus tipo 2 em jovens tem o potencial para se tornar um problema de saúde pública mundial , levando a desfechos muito sérios na saúde da população.

Em diversos países é a primeira causa em cegueira, doença cardiovascular , insuficiência renal e amputação de membros inferiores.

Minha mensagem nesta data é para que aqueles que não costumam ir ao médico para realizar um checkup preventivo, que o façam neste momento, para que, na eventualidade de detectar alguma anormalidade,  possam tratar a condição antes de esta trazer consequências drásticas e irreversíveis. Para aqueles que já possuem o diagnóstico de diabetes, recomendo que encarem a doença com seriedade, adotando hábitos saudáveis de vida, não fumem, façam exercícios físicos regularmente, tenham uma alimentação saudável, evitando produtos industrializados, preferindo os carboidratos mais saudáveis, ricos em fibras, e também as gorduras mono e polinsaturadas. O uso de medicamentos para o controle da doença também auxilia a prevenir o aparecimento das complicações do diabetes, e deve ser usado por toda a vida, pois o diabetes é uma doença crônica, ainda sem cura, mas potencialmente controlável.

Fonte:

IDF – International Diabetes Federation – www.idf.org.br

 

Especialista em Endocrinologia e Metabologia
Conselheiro do Conselho Regional de Medicina
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Médico Concursado da Secretaria de Estado de Saúde atuando na função de Regulador e Teleconsultor

Açúcar é o novo cigarro

Temos visto até os dias de hoje campanhas promovidas pelas sociedades médicas para que a população tenha uma dieta pobre em gorduras e com predomínio de carboidratos. Estas medidas não impediram o aumento da prevalência na obesidade e as doenças correlacionadas, especialmente diabetes e hipertensão.

Recentemente foi publicado na mídia que as sociedades de diabetes e cardiologia nos Estados Unidos  foram patrocinadas por indústrias do refrigerante, mais precisamente Coca-Cola e Pepsi. O New York Times publicou ano passado que a Coca-Cola financiou um estudo com o objetivo de subestimar o malefício no consumo de refrigerante na obesidade e focar no sedentarismo.

Uma lata de Coca-Cola tem nove colheres de chá de açúcar. A quantidade diária não deveria ultrapassar três colheres de sopa.

O açúcar está presente  em inúmeros alimentos, tais como catchup, sucos, pães, chocolates e doces. A redução no seu consumo poderá contribuir drasticamente para controlar a epidemia de obesidade. Mas é preciso que as sociedades médicas reconheçam o açúcar como o grande vilão.

Assim como ocorreu com o cigarro, campanhas contra o consumo de refrigerantes na mídia, banir o patrocínio de marcas de refrigerantes em eventos esportivos, assim como qualquer associação com o esporte são medidas urgentes e necessárias.

Uma criança obesa terá muito mais dificuldade de lidar com o peso na vida adulta. Na infância as células gordurosas adquiriras e multiplicadas não são eliminadas na vida adulta. O aparecimento do diabetes mellitus tipo 2, como consequência, tem ocorrido numa frequência maior em adultos jovens, em relação ao passado.

E por que  o açúcar é o inimigo número um no combate à obesidade? Porque o açúcar é quem faz liberar insulina, e a insulina é quem armazena a gordura. Sem ingerir o açúcar, ou reduzindo a ingesta de carboidratos, a gordura do alimento não é armazenada no organismo.

Portanto, o foco de uma alimentação saudável e prevenção e tratamento de doenças deve ser buscar um regime alimentar com controle dos carboidratos, consumo de proteínas e gorduras,especialmente mono e polinsaturadas.

 

 

 

 

Especialista em Endocrinologia e Metabologia
Conselheiro do Conselho Regional de Medicina
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Membro da Câmara Técnica de Registro de Especialistas do CRM
Médico Concursado da Secretaria de Estado de Saúde atuando na função de Regulador e Teleconsultor

Apnéia do sono e obesidade: qual a ligação

A apnéia do sono frequentemente não é diagnosticada na prática clínica. Muitas pessoas procuram o endocrinologista para investigar queixas de cansaço e sonolência diurna, pensando em se tratar de um problema na tireóide. Mas frequentemente a função desta glândula está normal. Então, muitos recorrem, sem sucesso, ao uso de suplementos vitamínicos, visando aumentar a disposição.

Uma hipótese diagnóstica que sempre tem que ser pensada é uma alteração na qualidade do sono, mais especificamente a apnéia  do sono. A apnéia provoca micro despertares durante o sono imperceptíveis na maioria das vezes pelo paciente. Manifesta-se por roncos, sono agitado, pesadelos, o indivíduo acorda sem disposição e pode apresentar sonolência durante o dia, podendo comprometer inclusive a habilidade de dirigir, além de alterações na capacidade de concentração e memória.

É normalmente causada por um aumento na quantidade de gordura nos órgãos internos, também chamada de gordura visceral. O paciente geralmente apresenta um aumento na circunferência abdominal. A gordura infiltra a região da traquéia, e acaba diminuindo o seu calibre durante o sono, período no qual ocorre o relaxamento da sua musculatura lisa. Reduzindo o calibre, provoca  o ronco, a dificuldade respiratória, a retenção de gás carbônico, e as pausas respiratórias, levando aos micro despertares.

A apnéia do sono está frequentemente associada a outros problemas clínicos, tais como hipertensão arterial, sindrome metabólica e diabetes mellitus tipo 2. Em razão disto, ela acarreta um aumento no risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Diante da suspeita de apnéia do sono, o exame de polissonografia deve ser solicitado. Ele permite além de fazer o diagnóstico, classificar a apnéia em leve, moderada ou grave.

O tratamento da apnéia do sono é crucial para reduzir a mortalidade cardiovascular. Medidas não farmacológicas estão indicadas, tais como dieta para perder peso e atividade física regular. Medicamentos para auxiliar na perda do peso também podem ajudar. Um aparelho chamado CPAP, para ser utilizado durante o sono, melhorando o padrão de ventilação do paciente, pode estar indicado, de acordo com o grau de apnéia.

Portanto, se você está com excesso de peso, apresenta roncos, tem um sono agitado, sente-se  muito cansado e sonolento durante o dia, procure um médico e realize o exame de polissonografia. A sua qualidade de vida pode melhorar bastante com o tratamento efetivo deste distúrbio.

 

Especialista em Endocrinologia e Metabologia
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Dieta do mediterrâneo : os 10 mandamentos

A dieta do mediterrâneo é uma recomendação nutricional moderna inspirada originalmente nos padrões de dieta da Grécia, do Sul de Itália, da Espanha e Portugal.

É considerada a dieta mais saudável do mundo.Os principais aspectos desta dieta consiste no consumo elevado e em proporção de azeite, legumes, cereais não refinados, frutas e vegetais, o consumo moderado a elevado de peixe, consumo moderado de lacticínios (queijo e iogurte na sua maior parte), consumo moderado de vinho, e baixo consumo de carnes e seus derivados.O azeite contém uma elevada quantidade de gorduras monoinsaturadas, mais notavelmente o ácido oleico, que estudos epidemiológicos sugerem estar ligado à redução de risco de acidentes vasculares cerebrais e de doenças arteriais coronárias. Também há provas que os antioxidantes existentes no azeite melhoram a regulação do colesterol e a redução do colesterol LDL, assim como outros efeitos anti-inflamatórios e anti-hipertensivos.

Os 10 mandamentos para quem deseja seguir a dieta do mediterrâneo:

1. Utilizar o azeite de oliva como a principal gordura.

 É o azeite mais utilizado na cozinha mediterrânea. É um alimento rico em vitamina E, beta-carotenos e fonte de gordura monoinsaturada, que lhe confere propriedade protetora para o coração.

2. Priorizar os produtos sazonais e frescos.

Valorizam-se os produtos colhidos sazonalmente, como a fruta e legumes da época ou o tipo de peixe que aparece mais nas águas territoriais e nos rios em determinada altura do ano. Produtos mais frescos e pouco processados industrialmente concentram mais nutrientes e são mais econômicos.

3. Tomar bastante líquidos. 

Aporte de 1,5 a 2 litros por dia, através de água, chá sem açúcar, sopas, caldos, ensopados, com baixo teor de sal e gordura, e que ajudam na sensação de saciedade, e garantindo o aporte de vitaminas e nutrientes.

4. Consumir frutos secos (oleaginosas), sementes, azeitonas.

As sementes de sésamo e de linhaça polvilham saladas; nozes, amêndoas, avelãs são usadas como lanches saudáveis . Ricos em nutrientes importantes como o Omega 3, úteis na prevenção de doenças cardiovasculares, ainda fornecem proteína vegetal, vitaminas, minerais e fibra.

5. Preferir proteínas saudáveis. 

O peixe, rico em ômega 3, o qual é benéfico para o coração, é a principal fonte de proteína desta dieta. As carnes brancas também tem preferência em relação à carne vermelha. As leguminosas, como o grão, feijão e a lentilha, também tem destaque, sendo fonte saudável de proteína vegetal e vitaminas

6. Consumir vinho tinto com moderação.

Fonte de polifenóis, é benéfico para a saúde. Recomenda-se o consumo de uma taça por dia para as mulheres e até duas taças para os homens.

7. Utilizar temperos saudáveis: ervas aromáticas, especiarias, alho, cebola

Permitem adicionar gostinho extra aos alimentos, além de poupar o uso do sal, desta forma contribuindo para o controle da pressão arterial.

8. Consumir cereais, de preferência integrais.

Os cereais integrais são fontes de vitaminas, minerais e fibras, contribuindo para o bom funcionamento do intestino e conferindo maior sensação de saciedade.

9. Moderação é a palavra de ordem.

O prato deve ser variado, consumindo os variados alimentos com moderação, respeitando as quantidades diárias estabelecidas. Há espaço para tudo, nas quantidades certas.

10. Associar atividade física regularmente. 

Tão importante quanto se alimentar adequadamente, é a realização de atividade física periodicamente, afim de ajudar a prevenir as doenças cardiovasculares.

Uma versão da dieta do mediterrâneo, adotada pelo Dr. Steve Parker, e voltada principalmente para os pacientes diabéticos, pré-diabéticos, portadores de síndrome metabólica e obesidade, com controle na ingestão dos carbohidratos ( dieta do mediterrâneo low-carb), propicia redução do peso corporal aliada a ingesta de alimentos benéficos para o sistema cardiovascular.

Se você deseja conhecer a dieta do mediterrâneo, ou a versão low-carb, o ideal é consultar uma nutricionista, afim de ajustar as porções ideais dos alimentos de maneira individualizada e auxiliar nas escolhas dos ingredientes. O endocrinologista irá avaliar o seu risco cardiovascular, realizará os exames periódicos necessários para o acompanhamento, ajustará suas medicações, além de outras orientações ou investigações  eventualmente necessárias, de acordo com as queixas clínicas.

 

 

 

 

Especialista em Endocrinologia e Metabologia
Conselheiro do Conselho Regional de Medicina
Presidente da Câmara Técnica de Endocrinologia do CRM
Membro da Câmara Técnica de Registro de Especialistas do CRM
Médico Concursado da Secretaria de Estado de Saúde atuando na função de Regulador e Teleconsultor