Nódulos de tireóide – como tratar

Nódulos de tireóide   são muito frequentes, aumentando a prevalência especialmente em mulheres idosas.

Apesar da alta prevalência, cerca de 95% dos nódulos são benignos. Nestes casos o endocrinologista precisa apenas realizar o acompanhamento periódico, para avaliar o crescimento.

Muitas vezes são descobertos por acaso em solicitação de exames de rotina, ou através do exame de ultrassom de carótidas, comumente pedido por cardiologistas.

Pode gerar  algum grau de ansiedade, visto que muitos temem o diagnóstico de câncer de tireóide.

Cerca de 95% dos casos de câncer de tireóide correspondem ao carcinoma bem diferenciado da tireóide. A maioria dos casos, quando adequadamente tratados, tem prognóstico excelente e mortalidade semelhante à população em geral.

Quando está indicado a punção de  nódulos de  tireóide?

Nódulos de tireóide mais escuros ( chamados hipoecóicos) maiores que 01 cm, ou isoecóicos/hiperecóicos (mais claros) maiores que 1,5 cm , ou  de qualquer tamanho com características suspeitas ao ultrassom, tais como: microcalcificações, altura maior que a largura, ou contornos irregulares.

Alguns dados de história e exame físico também sugerem maior risco de malignidade e podem indicar a punção: sexo masculino, idade inferior a 20 anos ou superior a 70 anos,história de exposição a radiação ionizante, crescimento rápido ou volumoso com sintomas compressivos, nódulo endurecido aos planos profundos e história familiar de câncer de tireóide.

Deve-se evitar puncionar os  nódulos de tireóide  menores que 0,5 cm pela dificuldade em realizar o procedimento. Nódulos menores que 01 cm em geral tem excelente prognóstico mesmo na eventualidade de ser um carcinoma, justificando não realizar punção na ausência de características de malignidade.

O endocrinologista é o profissional mais indicado para avaliar e realizar o seguimento dos nódulos. Tratamento com levotiroxina na tentativa de  reduzir o tamanho do nódulo não é mais utilizado, em virtude da baixa eficácia e risco de efeitos adversos. Em algumas situações, especialmente nódulo predominantemente cístico, pode ser tratado com escleroterapia, que consiste em sessões de injeção de álcool com a finalidade de  reduzir o seu volume.

 

Especialista em Endocrinologia e Metabologia
Conselheiro do Conselho Regional de Medicina
Presidente da Câmara Técnica de Endocrinologia do CRM
Membro da Câmara Técnica de Registro de Especialistas do CRM
Médico Concursado da Secretaria de Estado de Saúde atuando na função de Regulador e Teleconsultor

Obesidade tem nova opção para tratamento

A  prevalência de obesidade vem aumentando com o passar dos anos. Mais da metade da população brasileira está com excesso de peso. Desde a proibição da comercialização dos medicamentos anorexígenos derivados de anfetaminas há alguns anos, o leque de opções para o tratamento medicamentoso da obesidade ficou bastante restrito.

Mas  agora temos uma nova opção de tratamento medicamentoso. O Saxenda® é um medicamento injetável que ajuda a diminuir o apetite e a controlar o peso corporal, podendo emagrecer até 10% do peso total, quando associado a uma dieta saudável e prática de exercício físico regular. O princípio ativo deste remédio é o Liraglutide, já utilizado para o tratamento do diabetes e agora aprovado para tratamento da obesidade porque se mostrou eficaz para reduzir o apetite e aumentar a saciedade.

Para quem está indicado

O Saxenda® está indicado para o tratamento de obesidade em adultos com IMC superior a 30 kg/m2 ou em pacientes adultos com IMC superior a 27 kg/m2 com doenças associadas, como hipertensão arterial, diabetes tipo 2, dislipidemia ou colesterol alto.

Como usar

Para usar o Saxenda® deve-se sempre seguir as orientações do médico, no entanto, o modo de uso deste medicamento consiste numa injeção subcutânea diária do produto.

Quais os efeitos indesejados

Os efeitos colaterais mais comuns do Saxenda® incluem náuseas, diarreia, prisão de ventre, vômito e dor de cabeça. Porém, a maior parte destes efeitos são transitórios e desaparecem após as primeiras utilizações do medicamento.

Quem não pode usar

O Saxenda® está contraindicado para pacientes com historial familiar de carcinoma medular da tireoide ou em pacientes com síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2. Além disso,  também não deve ser utilizado por quem toma outros remédios agonistas do receptor de GLP-1, como o Victoza.

Doutora em Endocrinologia – USP/SP
Residência Médica em Endocrinologia – Hospital Brigadeiro/SP

Medidor de glicose sem picada no dedo

Os medidores de glicose atual exigem que os pacientes realizem uma picada no dedo toda vez que precisam checar a sua glicose.  O desconforto provocado pelas picadas no dedo, necessário para realizar o  automonitormento do diabetes, é uma queixa frequente. Muitos pacientes deixam de realizar o  controle adequado da doença, através de  um número escasso de medidas, outros sequer possuem medidor de glicose, para evitar tal sofrimento.

Nos próximos meses será lançado um medidor de glicose que utiliza um pequeno sensor na parte posterior do braço, o qual mede de forma contínua a glicose durante o dia e à noite.
A leitura da glicose é feita por scan. A cada scan, o aparelho mostra um gráfico com o passado, presente e futuro da glicose, e indicando por meio de uma seta a tendência da glicemia.
O sensor é trocado a cada 14 dias.

Este medidor de glicose será muito útil especialmente para os diabéticos tipo 1, usuários de insulina, que precisam realizar uma média de 06 glicemias capilares por dia. Também para os praticantes de atividades físicas, pois permitirá o rápido e fácil acesso à glicemia no momento do exercício, permitindo o correto ajuste dos carbohidratos a serem ingeridos e, desta forma, prevenindo hipoglicemias.

Alguns estudos tem mostrado melhor controle do diabetes, com redução da hemoglobina glicada , com a utilização do novo medidor. Isto se deve ao fato do paciente checar mais frequentemente a sua glicemia, permitindo ajustes mais finos na aplicação de insulina, bem como melhor percepção do efeito da alimentação sobre as suas glicemias.

O sensor de glicose registra as últimas oito horas de glicemias, através da leitura por um chip instalado abaixo da pele. O paciente, ao baixar os resultados para o computador, obterá um gráfico com a glicemia daquele período. Se ele realizar uma leitura ( scan) a cada 08 horas, ele terá um gráfico do comportamento da glicemia nas vinte e quatro horas.

Aos interessados, está disponível no site www.freestylelibre.com.br outras informações sobre o produto.

Especialista em Endocrinologia e Metabologia
Conselheiro do Conselho Regional de Medicina
Presidente da Câmara Técnica de Endocrinologia do CRM
Membro da Câmara Técnica de Registro de Especialistas do CRM
Médico Concursado da Secretaria de Estado de Saúde atuando na função de Regulador e Teleconsultor