ANSIEDADE E SEUS DESAFIOS

A ansiedade tem sido considerada um dos grandes problemas da atualidade.

A vida moderna e urbana, a pressão e o estresse cotidiano geram esse estado emocional que, quando muito intenso, acaba prejudicando a saúde do indivíduo e diminuindo sua qualidade de vida.

A ansiedade é a sensação de temor, receio, medo ou angústia em relação a uma ameaça ao bem estar físico ou emocional, seja ela pode ser real ou imaginária. É um sentimento de apreensão desagradável e vago, decorrente do modo como interpretamos as situações.

Parece-se muito com o medo e sua diferença reside no fato de que o medo é uma resposta a uma ameaça real, enquanto na ansiedade o fator de estímulo tem características subjetivas, em geral difíceis de definir.

A principal característica da ansiedade é uma excitação, uma aceleração do pensamento como se a mente estivesse elaborando uma maneira de se livrar do perigo e das incertezas, de modo a obter novamente o controle da situação e voltar a uma sensação de repouso e conforto. Pode ser desencadeada quando uma pessoa se depara com situações novas e desconhecidas, por preocupações e conflitos aparentemente insolúveis ou ainda quando a situação contém alto valor afetivo.

A ansiedade foi sempre uma companheira inseparável do homem. Na pré-história, para os homens das cavernas, era um sinalizador de alerta diante do perigo iminente e real, necessária para sua proteção e sobrevivência. Muito tempo se passou e os perigos também mudaram. Os desafios do homem moderno são outros, mas tornaram-se muito mais constantes. Diariamente as pessoas enfrentam problemas que podem deixá-las tensas e ansiosas. A luta pela sobrevivência continua, no entanto, o que interpretamos como perigo hoje transcende em muito ao perigo a que nossos ancestrais enfrentavam. Atualmente, a perda de status, de conforto, de poder econômico, de afetos e amizades, a auto exigência e a competitividade da vida são fatores mais que suficientes para gerar preocupação e apreensão em relação ao futuro e disparar o estado ansioso.

Nem mesmo as crianças estão livres da ansiedade. Ao contrário, as exigências dos adultos, cada vez maiores, com agendas cheias de compromissos para os filhos, diminuindo o tempo de brincar e o lazer, o aumento da violência, são fatores que contribuem para o aumento da ansiedade nesta fase.

Um pouco de ansiedade é normal e necessário, pois nos prepara para enfrentar as dificuldades e os perigos da vida, nos coloca num estado de prontidão que nos ajuda a tomar decisões e agir. Quando excessiva, pode produzir problemas físicos e comportamentais, prejudicar o desempenho, além de provocar angústia e sofrimento ao indivíduo.

A ansiedade patológica caracteriza-se pela elevada intensidade e prolongada duração. Em vez de contribuir para o enfrentamento do problema, atrapalha, dificulta ou impossibilita a sua resolução. A partir podem surgir quadros psicopatológicos de Transtornos de Ansiedade: Síndrome do Pânico, Fobias, Transtorno Obsessivo-compulsivo, entre outros.

A ansiedade se manifesta por meio dos seguintes sintomas:

. respiração curta e/ou ofegante;

. pulsação ou respiração acelerada;

. palpitação ou taquicardia;

. tensão muscular;

. boca seca;

. suor excessivo;

. tremor;

. sensação de “bolo na garganta”;

. aperto no peito;

. problemas de estômago; náuseas;

. insônia.

Como administrar a Ansiedade?

O primeiro passo para administrar a ansiedade é identificá-la.

O que me deixa ansioso? Quando fico ansioso? O que eu estou sentindo é proporcional ao fato ou não?

Responder a essas perguntas nem sempre é uma tarefa fácil, mas um passo importante seria começar a procurar os motivos que provocam a ansiedade.

Após identificá-los, os próximos passos seriam: desenvolver a consciência de viver no presente, manter uma perspectiva realista dos fatos, realizar atividades físicas, bem como exercícios de respiração e relaxamento.

Dessa forma você estará colaborando para o alívio da ansiedade e auxiliando na sua administração.