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Gliflozina: um novo horizonte no tratamento do diabetes

A gliflozina é uma nova classe de medicamentos para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2.  Age inibindo o transportador 2 de glicose do túbulo proximal do rim ( SGLT2), promovendo a eliminação de glicose pela urina.

Há pouco mais de um ano foi publicado um estudo marcante na área do diabetes, tendo a empagliflozina como medicação avaliada. O EMPA-REG foi  pioneiro em mostrar uma robusta redução na mortalidade cardiovascular e hospitalizações por insuficiência cardiaca em pacientes com alto risco cardiovascular no grupo que utilizou aquela medicação.

Recentemente foi apresentado no Congresso Americano de Cardiologia os resultados de estudo de vida real,  em mais de 300000 pacientes que receberam a prescrição de qualquer uma das gliflozinas existentes no mercado. Após um curto período de tempo ( aproximadamente 04 anos), o grupo de novos usuários de  gliflozina teve 51% menor taxa de mortalidade por qualquer causa durante o seguimento e menos 39% de taxa de hospitalização por insuficiência cardíaca quando comparado com novos usuários de outra classse de antidiabéticos.

Sem dúvida o surgimento da gliflozina foi um marco no tratamento do diabetes mellitus tipo 2. Os benefícios clínicos desta classe incluem um baixo risco de hipoglicemia, uma pequena redução na pressão arterial e redução de peso corporal.

Atualmente, temos apenas  dois estudos científicos, além do estudo de vida real, que  mostraram redução na mortalidade cardiovascular em pacientes diabéticos: o EMPA-REG e o LEADER, este tendo estudado a medicação liraglutida, discutida em post anterior. Em razão disto, a Associação Americana de Diabetes posicionou-se recentemente recomendando o uso de empagliflozina ou liraglutide em paciente com doença cardiovascular estabelecida, visando a redução no risco de mortalidade.

É importante lembrar que o tratamento do diabetes deve ser individualizado, de modo que existem várias opções de escolha para cada paciente. Fatores como idade, comodidade posológica, presença de doença cardiovascular estabelecida, presença de sobrepeso ou obesidade, tempo  de diabetes, nível de hemoglobina glicada, preço da medicação, presença  de insuficiência de outros órgãos ( coração, rins ou fígado), devem ser considerados ao se discutir a  melhor escolha para o paciente. O endocrinologista é o profissional especialista para o tratamento do diabetes, e o mais habilitado a determinar a melhor escolha nas diferentes situações.

 

Especialista em Endocrinologia e Metabologia
Conselheiro do Conselho Regional de Medicina
Presidente da Câmara Técnica de Endocrinologia do CRM
Membro da Câmara Técnica de Registro de Especialistas do CRM
Médico Concursado da Secretaria de Estado de Saúde atuando na função de Regulador e Teleconsultor

About Dr. Paulo Freitas

Especialista em Endocrinologia e Metabologia Conselheiro do Conselho Regional de Medicina Presidente da Câmara Técnica de Endocrinologia do CRM Membro da Câmara Técnica de Registro de Especialistas do CRM Médico Concursado da Secretaria de Estado de Saúde atuando na função de Regulador e Teleconsultor

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